Cientistas comprovam que a transmissão do vírus (SARS-Cov2) é aérea

O Vírus se transmite principalmente por meio aéreo  "O Vírus se transmite principalmente por meio aéreo". 

Pesquisadores publicaram na revista Science evidências consistentes de que a inalação do vírus SARS-CoV-2 é a principal via de transmissão do COVID-19. Portanto, o vírus é transmitido principalmente por aerossol.

O coordenador do grupo de pesquisa Kimberly Prather e seus colaboradores, da Universidade da Califórnia em San Diego, defendem que as recomendações sanitárias sejam modificadas e que seja dada maior importância à proteção contra a transmissão aérea do vírus.

Nos Estados Unidos, vários cientistas concordam que o vírus permanece flutuando no ar por muito tempo e já mudaram suas recomendações.

Eles aconselham e solicitam às autoridades que façam recomendações oficiais para promover atividades ao ar livre e sobre a importância de melhorar a qualidade do ar em interiores, através da ventilação e purificação, melhorando assim a proteção dos trabalhadores em empresas e cidadãos em ambientes de consumo e lazer.

Tudo isso além do, já recomendado, uso de máscara, do distanciamento social e a da máxima higiene que devemos manter em todos os momentos.

Os Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDCs) já atualizaram, em 5 de outubro de 2020, suas recomendações. Ressaltam que o vírus permanece no ar por minutos ou horas e, portanto, a doença pode ser contraída principalmente em espaços fechados e com ventilação inadequada.

Essas últimas descobertas e as recomendações dos CDCs contradizem a versão da OMS, que nos diz que o vírus é transmitido principalmente por gotículas de saliva.

Em meados deste ano, em julho, um total de 239 cientistas de 32 países diferentes, destacaram as evidências de que pequenas partículas podem infectar e exigiram que a OMS alterasse suas diretrizes e reconhecesse que o coronavírus é transmitido por via aérea (aerosol).

No mês seguinte, em agosto, outro estudo encontrou evidências de que a disseminação do vírus SARS-CoV-2 de pacientes infectados com COVID-19 torna-se viável até uma distância de quase 5 metros, afirmando também a transmissão aérea da doença.

Esses dados se confirmam quando vemos casos de eventos ou locais com alta densidade de pessoas, nos quais alguns infectados infectam a dezenas.

A grande diferença entre a principal forma de transmissão reconhecida pela Organização Mundial da Saúde e os achados desses grupos de pesquisa é que para interromper a SARS-CoV-2, novas recomendações e medidas teriam que ser adotadas, principalmente em ambientes fechados.

A OMS insiste que:

“A transmissão do vírus ocorre a curta distância, através de gotículas de saliva ou partículas carregadas de vírus, que são expelidas por tosse / espirro e que podem infectar a outras pessoas se impactarem na boca ou na boca olhos."

Isso não é considerado transmissão por aerosol e implica que é essencial para evitar o contágio apenas manter distância social e usar máscara.

Quando falamos em transmissão aérea, é diferente. Desta forma, reconhece-se que o vírus também se espalha através de partículas muito pequenas que se comportam como aerosóis. Eles são liberados simplesmente pela fala, respiração, tosse e espirros, e então permancem suspensos no ambiente.

Nessas circunstâncias, surge a necessidade de que qualquer ambiente fechado encontre alguma forma de manter o ar limpo, por meio de ventilação e / ou purificação do ar, embora nesses mesmos ambientes todas as pessoas usem máscara.

Se recomenda o uso de geradores de ozônio que emitem baixas concentrações de gás O3, não ultrapassando 0,05 ppm. Esses dispositivos podem ser usados ​​continuamente e, de acordo com um estudo muito recente, o ozônio em baixas concentrações é totalmente seguro para o corpo humano e inativa completamente as partículas do coronavírus.

Os purificadores de ar portáteis também ganham importância e são indicados em locais onde há dificuldade de ventilação. Se recomenda o uso de purificadores equipados com filtros HEPA de alta eficiência. Os filtros HEPA têm a capacidade de reter aerosóis em porcentagens superiores a 99,95%.

O especialista em aerosóis José Luis Jiménez, da Universidade do Colorado, em entrevista ao ABC em setembro deste ano, citou as principais recomendações para evitar o contágio por transmissão aérea.

Ele relata que devemos priorizar o uso de espaços abertos e com máscara. No caso de termos que estar em espaços fechados com outras pessoas, devemos estar onde há menos pessoas e por pouco tempo.

Isto se deve ao fato de que na maior parte dos recintos fechados há pouca ventilação, a maioria não possui sistema de ventilação central ou que permita renovar o ar de fora, e no outono / inverno é praticamente impossível ficar com as portas abertas. A isso se acrescenta que as pessoas nas instalações fechadas geralmente removem suas máscaras em algum momento, as usam mal ajustadas ou fabricadas en tecidos não aprovados.

Desde Especialistas en Ozônio, com mais de 10 anos de experiência na comercialização desses equipamentos, estamos em totalmente em consonância com esses últimos estudos. Recomendamos enfaticamente o tratamento do ar em espaços fechados, bem como a ventilação ou filtração permanente do ar, para garantir a segurança interpessoal. Desse modo, sem dúvida, poderemos reduzir ao máximo o índice de infecções e vencer ou pelo menos minimizar a propagação dessa pandemia enquanto não houver vacina segura para a população mundial.

06/10/2020 - Por Juliana Tieppo; PhD Ciências Fisiológicas pela UFRGS e Universidad de León - ES